É engraçado a forma de que muitas criancinhas fazem caretas quando vistos um beijo. E a ironia da vida nos leva ao primeiro beijo sem nem perceber as transformações em nossos pensamentos. Na verdade, eu não passei por essa fase de acreditar que beijos era coisa nojenta ou coisa parecida; influência da TV, talvez. Mas também não sei como cheguei ao estágio do primeiro amor. Meu caso não foi tão particular, eu o amava, minha melhor amiga o amava. Ridículo não? Pois a verdade que isso acontece mais do que se imagina. Passar o dia pensando nele, escrever cartas para ele, e ter muitas brigas - que eram perdoadas em cinco minutos - por causa de um garotinho que apesar de mais velho quase tão infantil quanto nós éramos. O que só mostra que o primeiro amor não causa conseqüências tão diferente aos segundo, terceiro, e quarto amores que possa se ter. Talvez as borboletas, cresçam junto com agente e se tornem mariposas causadoras do caos; talvez pelo fato de você ter amadurecido as aquelas pequenas coisas que incomodavam se tornem pequenas demais para se importar, mas mesmo assim sempre há brigas, ciúmes, e muito amor para dar. Quando lembro dessa fase da minha vida, acho graça; e creio que por isso que não me arrependo muito. Pelo menos depois disso só vi que minha amizade é verdadeira, só ela prevaleceu.
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segunda-feira, março 07, 2011
domingo, agosto 22, 2010
Amor a Três

Essa história assim como a maioria das outras histórias de amor, se divide em três.
Quem ama, quem não percebe e quem sofre.
Gostaria muito de dizer que foi eu quem recebi as flores naquela tarde de domingo, mas não, não foi.
Acredite, pior do que amar um cara, é amar – também – a namorada desse cara. Não duvide da minha feminilidade, apesar de sentir uma forte atração por mulheres, gosto mesmo é dos homens – dos mais depilados, idiotas e sorrideis possíveis. O problema todo começou quando cruzei na esquina da amizade e atravessei para a rua do amor. Uma questão de melhor amiga, se é que você me entende. Não quero contar detalhes, até porque dar a minha versão da história faria de mim a pessoa mais santa e avulsa do mundo. Eu não sou assim. Bom, pelo menos não até costumava a me sentir como uma garota dramática que escreve. O problema é que Lutar contra a razão e a emoção tem acabado comigo. Sinto-me exausta antes mesmo de levantar da cama; fingir que não me importo tem gastado mais de mim do que eu posso, e ficar de longe para economizar não tem funcionado muito. Já pensei em possessividade, egoísmo, inveja, competição… Coisas de menininhas da minha idade; mas esses sentimentos não fazem parte do que eu sou, mas foram a maneira mais óbvia que encontrei de explicar o que sinto. Não faz sentido, mas ama-lo faz muito menos. Assistir o filme, opinar nas melhores cenas e não poder beijar o ator principal não é divertido. Na verdade, dói… E é esse sentimento incontrolável, que nasce no meu peito e escorrega até o ponta dos meus dedos.
Termina e recomeça toda vez que alguém lê esse texto.
Espero que a pessoa errada não leia.
Ou não.
Bruna Vieira
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